> Escola Básica 2,3 de Valongo
> Grupo de Trabalho: Turma 7º
D
| |

|
|
O grupo de trabalho é cons-tituído pelos/as alunos/as
do 7ºD: Ana Cruz, Ana Ferreira, Ariana Rocha, Daniel Mon-teiro,
Daniela Pinto, Helena Silva, Joana Abreu, João Fonseca,
José Sousa, Mário Suzano, Nuno Silva, Pedro Marques,
Rita Costa e Tiago Monteiro.
|
> Conhecer a Escola
A Escola Básica 2,3 de Valongo situa-se na cidade de Valongo,
próximo da Câmara Municipal, pertencendo a um Agrupamento
que inclui três Escolas do 1º ciclo e Jardins-de-infância,
designado por “Agrupamento Vertical Vallis Longus”.
A Escola integra alunas e alunos do 5º ao 9º ano de escolaridade,
tendo um total de 991. No 2º ciclo existem 491, sendo 230 do sexo
feminino e 261 do sexo masculino e no 3º ciclo o número
é de 500, dos quais 234 são raparigas e 266 são
rapazes. Percentualmente os rapazes representam 53% da população
escolar e as raparigas 47%.
> Um Projecto para atrair raparigas
para a Prática Desportiva
| |
O Projecto “Mais Desporto na Escola” foi o desafio
que levou a Professora Manuela Mesquita a aceitar dinamizar
este projecto experimental na EB 2,3 de Valongo. Foi entre os
alunos e as alunas da turma do 7ºD que encontrou voluntários
para começar a desenvolver o seu trabalho, que inicialmente
passou por encontros semanais, onde todos e todas conversavam
sobre as mulheres e a sua prática desportiva. Nestes
encontros descobriram o que nunca lhes passou pela cabeça…
que as mulheres recebem prémios inferiores aos homens…
que têm sempre os horários mais tardios para treinar…
que as mulheres não praticam desporto devido às
tarefas domésticas… ou que as mulheres portuguesas
têm a mais baixa participação desportiva
da Europa.
Estas descobertas surgiram através da apresentação
de uma frase polémica, a partir da qual se estabelecia
um debate onde nem sempre se conseguiu chegar a um consenso.
A verdade é que através desta troca de opiniões
os/as alunos/as do grupo de trabalho conseguiram ficar mais
sensíveis e atentos a problemas deste género.
|
|
 |
|
> A Prática Desportiva dos Encarregados de Educação
As preocupações dos alunos e das alunas do projecto levaram
a que elaborassem uma entrevista para conhecer como estariam os seus
Encarregados de Educação a nível desportivo.
O estudo foi realizado em Maio de 2005, a amostra foi constituída
por 100 entrevistas a Encarregados de Educação do 7º
ano, sendo seleccionadas de forma aleatória de acordo com as
seguintes cotas, 51% eles e 49% elas.
Neste estudo verificaram que as mulheres que já praticaram desporto
são em minoria em relação aos homens. No entanto,
quando se referem ao tempo dedicado à prática desportiva,
repararam que entre 1 a 3 anos de prática ou 4 a 8 anos de prática,
a diferença em ambos os sexos não é significativa.
Mas, quando se fala da idade em que iniciaram e terminaram as suas actividades
desportivas, observa-se nitidamente que as raparigas iniciam as actividades
desportivas muito mais cedo do que os rapazes, mas também terminam
mais cedo. Ou seja, entre os 9 e 12 anos de prática, temos 80%
deles contra 20% delas. E acima dos 12 anos de prática há
um aumento de 12% para eles.
Porém, quando nos referimos à idade que terminaram, a
maioria das raparigas fê-lo com maior evidência a partir
dos 11 anos, enquanto que esta é a idade mais marcante para eles
na prática das actividades desportivas, com um aumento de quase
80%.
Descobrimos ainda que as principais razões para estas não
fazerem desporto é a acumulação de tarefas familiares,
no entanto também consideram que a oferta desportiva no seu espaço
de residência é pouco diversificado. Eles apontam como
motivos para não fazerem desporto a incompatibilidade de horários
e a falta de tempo e consideram que elas não praticam desporto
simplesmente porque não gostam.
> A Visita da Aurora Cunha
| |

|
|
HOMENAGEM A
AURORA CUNHA
|
| |
Foi um dia especial o dia da actividade do Corta-Mato, pois
a convite das alunas e dos alunos do projecto a Escola recebeu
com muito agrado e orgulho uma das maiores referências
do atletismo português – AURORA CUNHA.
A atleta foi homenageada por toda a Escola pela sua brilhante
carreira desportiva e foi entrevistada pelos/as alunos/as do
projecto perante uma plateia de cerca de 400 pessoas. Dessa
conversa ficaram a saber que por detrás daquela grande
campeã está uma mulher que tinha conseguido vencer
tantas provas e tantos desafios na vida. Aurora para além
de ter querido estudar, não o conseguiu fazer pois tinha
de trabalhar para ajudar uma família numerosa, começando
a fazê-lo apenas com 14 anos de idade. Mas a corrida,
essa nunca deixou…
De início os pais não queriam, o padre até
dizia que era muito feio uma menina correr à noite. Uma
vez, quando treinava à noite, aconteceu o que nunca esperou,
tinha acabado de estrear o seu fato de treino “muito branquinho”
[porque de noite deve-se treinar com roupa clara para ser visível],
e não é que passou um camião carregado
de tomates e os seus ocupantes lhe atiraram alguns estragando
o seu fato novo! Contudo, ela não desistiu e continuou
a treinar com toda a garra para acabar o que tinha começado.
Corria duas vezes por dia, cerca de 400 a 500 Km por mês,
dedicando-se nessa altura inteiramente ao atletismo. Porém,
reconhece que não é fácil conciliar a vida
familiar com a de atleta, o que no seu caso pessoal não
aconteceu com tanta evidência, já que o marido
para além de ter sido atleta foi também seu treinador.
Dos muitos conselhos que esta atleta deixou, todas e todos perceberam
que quando queremos uma coisa temos de lutar por ela, não
desistindo às primeiras dificuldades. Esta homenagem
permitiu ainda divulgar o projecto experimental “Mais
Desporto na Escola”, não só aos/as alunos/as
como à restante comunidade escolar e familiares destes
que marcaram presença.
|
|