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> Escola Básica 2,3 Pêro
Vaz Caminha
> Grupo de Trabalho: Turmas
8ºA, 8ºB, 7ºA, 5ºA e 5ºG

> Conhecer a Escola
A funcionar na Rua da Telheira, no Amial, desde
1987, a Escola E.B. 2/3 Pêro Vaz de Caminha existe no Porto desde
o início dos anos 70. Pertence a um agrupamento de Escolas do
qual fazem ainda parte quatro Escolas Básicas do 1º ciclo
e três Jardins-de-infância.
A Escola cobre cinco anos de escolaridade obrigatória, que vai
do 5º ao 9º ano, com um total de 30 turmas. Com uma população
escolar de 633 estudantes [306 - sexo feminino e 327 - sexo masculino],
está inserida num meio sócio económico baixo, culturalmente
pobre e com graves problemas sociais.
O Conselho Executivo é constituído por quatro elementos:
Presidente, Dr.ª Maria Emília Miguel e três Vice-Presidentes,
Dr.ª Cristina Silva, Dr.ª Izaltina Batista e pela Dr.ª
Elmira Cunha. Fazem ainda parte do corpo docente cento e três
professores. O corpo não docente é constituído
por vinte auxiliares de Acção Educativa e nove Funcionários
Administrativos.
> Inquérito sobre Actividade
Física: “Quem Faz? O que faz?”
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As turmas dos 8ºs anos elaboraram um Inquérito em
que questionaram as razões porque os adultos não
faziam Actividade Física. Foram inquiridos Pais, Avós,
Tios, Professores e Auxiliares de Acção Educativa.
Os dados [sem base científica] parecem ser alarmantes.
CONCLUSÃO:
MAIS DE 80% DAS MÃES NÃO PRATICA DESPORTO
Fazendo uma leitura dos dados conseguidos poderemos
concluir que os elementos do sexo feminino, onde incluímos
as Professoras, as Auxiliares de Acção Educativa
e as familiares mais próximas dos/as alunos/as: mães,
avós e tias, revelam uma percentagem muito elevada de não
participação nas actividades físicas quer
por indicação de falta de tempo ou porque simplesmente
não quererem. Desta população, as mães
são o caso mais significativo, com uma percentagem de não
participação superior a 80%.
Por sua vez os elementos do sexo masculino: Professores,
Auxiliares de Acção Educativa, pais, avós
e tios, têm percentagens de participação superiores
a 50%.
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> Visita ao Futebol Clube do Porto
Um
dos objectivos do Projecto era saber o que tinha para oferecer e/ou
disponibilizar às raparigas, o “maior” clube da cidade,
o Futebol Clube do Porto. A deslocação às instalações
do clube fez-se no dia 13 de Abril 2005. Mas ao en-tusiasmo inicial,
seguiu-se uma grande decepção. O clube tem seis modalidades
femininas: Natação, Karaté, Bilhar, Atletismo,
Basquetebol [iniciação] e Despor-to Adaptado. A todas
pareceu muito pouco. Ainda por cima, nenhuma destas modalidades se pratica
nas instalações do clube. Estão espalhadas pela
cidade, devido à ausência de instalações
suficientes para o efeito. Ou seja, é um absurdo que não
seja possível usufruir daquelas magníficas instalações.
O regresso à Escola trouxe que pensar...
> Tutora Convidada: Rosa Mota
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ROSA MOTA
RECEBIDA EM APOTEOSE PELOS ALUNOS/AS
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A
convite do Projecto “Mais Desporto na Escola”, deslocou-se
à Escola Pêro Vaz de Caminha, no dia 29 de Abril,
a atleta Rosa Mota. Depois de ser saudada por todos os alunos
e por todas as alunas presentes, esteve numa conversa muito agradável.
Numa primeira parte, foi apresentado o seu Currículo Desportivo,
a que se seguiu uma sessão de perguntas e respostas. O
início da carreira, os anos de competição,
e todas as curiosidades que quiseram saber, foi respondido de
uma forma clara, afectiva, engraçada e sempre disponível
como só a Rosa Mota sabe. Os alunos e as alunas adoraram!
E adoraram voltar a ouvir, pela voz da Rosa Mota, que têm
que fazer mais Desporto, que têm de adquirir hábitos
de vida mais saudáveis, que têm de saber dizer não
às drogas e ao tabaco, que têm de estudar mais, que
há controlo anti-doping e que só é bom ganhar
quando não houver “batotice”.
O clima informal para as sessões de fotografias
e autógrafos fez com que todos, grandes e pequenos, se
sentissem tão perto da Atleta que se tinha a impressão
de que o tempo das vitórias é sempre muito mais
importante do que o tempo que estava a passar.
Esta cerimónia contou ainda com a presença
das principais responsáveis do Projecto “Mais Desporto
na Escola”, deslocaram-se à Escola Pêro Vaz
de Caminha, a Coordenadora Pedagógica do Projecto, professora
Alfredina Silva e a Coordenadora do Projecto, professora Paula
Cristina Santos, para assistirem à palestra com a atleta
Rosa Mota. Assistiram à palestra, participaram e tomaram
conhecimento do envolvimento dos/as alunos/as em mais uma actividade
do Projecto.
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> Frases Soltas: Diário dos
Desabafos
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“Nas primeiras sessões, não chegamos a conclusão
nenhuma. Percebemos todas que as raparigas abandonam a prática
desportiva muito cedo. Não sabemos é porquê.”
“Hoje reparei que, na minha família, só
duas primas minhas fazem desporto. A Rita faz Dança e
Natação, a Elisabete faz Atletismo [corrida].
Os rapazes fazem desporto regularmente.”
“Até agora, dos inquéritos entregues, só
uma mãe faz regularmente desporto. As outras dizem que
não têm tempo.”
“Pelos vistos, os avós também não
se mexem.”
“Só perguntei por alto, mas já percebi
que na minha família as mulheres dizem todas a mesma
coisa: _ Não tenho tempo de fazer desporto”.
“Gostei de ver as minhas colegas no Torneio. Ficam bem
de calções. Podiam jogar assim mais vezes.”
“Gordas, complexadas, inibidas. Um amigo meu diz que
a juntar a isso ainda somos muito chatas.”
“Nas discussões com os rapazes é sempre
a mesma coisa. Eles dizem que nós não percebemos
nada, que não nos esforçamos e que estamos em
campo só para chatear. Um deles chegou a dizer que a
culpa das derrotas é sempre nossa.”
“O problema de não jogarmos na Escola é
a vergonha de fazermos má figura e os complexos de nos
acharmos gordas.”
“Vi uma rapariga a jogar com os rapazes e eles não
a estavam a gozar. Tenho inveja dela e até há
uma coisa que não percebo. Ela é tão feia!”
“Será que os rapazes falam do nosso corpo, ou
só olham para a bola.”
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> Conclusões: Há desigualdade!
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Como era esperado, existe diferenças entre rapazes e raparigas.
Aliás, se quando atingimos a idade adulta as discriminações
são por demais evidentes, a verdade é que a desigualdade
existe, mesmo entre os mais pequenos.
As conclusões a que os/as alunos/as chegaram parecem
tão óbvias, que muitos pensarão que não
valia a pena ter começado o Projecto. Mas valeu.
Foi importante para alunos e alunas, que têm entre os
10 e os 15 anos, terem folheado jornais e visto filmes para
perceber que só existe desporto masculino e este, quase
em exclusivo o futebol; para ouvirem grandes atletas dizer que
não têm as mesmas oportunidades e as mesmas regalias
dos homens; para perceberem, de viva voz, que para se ganhar
uma medalha nos Jogos Olímpicos é preciso trabalhar
muito e sempre sem desistir; para assumirem de uma vez por todas
que não fazem desporto na escola porque não querem;
para, no fundo, crescerem mais conscientes de que temos que
ser todos a mudar mentalidades.
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